segunda-feira, 2 de julho de 2012

Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido



Em dias normais da vida delas eram inseparáveis. Riam das mesmas piadas, se entendiam apenas com olhares e comiam a presença uma da outra e acima de tudo, sabiam o valor de uma boa amizade.
Amizade que chora junto, ri junto, conforta, exorta e cuida....
Será que tudo isso acabou de um dia para o outro?? Não acredito, na verdade sei que não.
O que verdadeiramente aconteceu foi perceber que já não se encaixava na vida da outra. O carinho nunca morreu, mas o sentimento de que as coisas já não eram mais as mesmas era visível e deu lugar a uma distância que machucava e ao mesmo tempo parecia o melhor a se fazer.
Por um lado, se forma uma lacuna que não será preenchida já que as pessoas não são substituíveis. Cada relação é única e essa, em especial, era mágica.
Talvez pudessem ter tomado um outro caminho, outra resolução, outro final mais feliz. Não. Na verdade tudo acontece exatamente como deveria ser e o caminho tomado foi o escolhido, então, é esperar que os vazios sejam ocupados por novas pessoas, novas relações, novas experiências....

“Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido".

Nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa…” ou “aconteceu que um outro…”. Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Viva

Hoje me sinto viva... Há algum tempo venho construindo um mundo muito particular e "meu para mim", se é que isso faz algum sentido para as outras pessoas, (creio que não) mas pra mim sim. Buscava por tantas coisas mas sempre soube que tudo que eu realmente necessito está dentro de mim e as demais coisas/pessoas chegariam para acrescentar e elas chegaram e com toda força. Mesmo tentando evitar grandes contatos e mergulhos muito profundos, a vida me surpreendeu da melhor maneira possível e tenho desfrutado de companhias e cumplicidades que têm feito diferença não só no meu dia-a-dia, mas também, na minha essência. É bom ser remodelado à cada dia e se permitir mudar e ressurgir diferente, nova, desconhecida de si. O surpreendente me encanta profundamente, seguir novos rumos, mudar de perspectivas, reformular pensamentos e sonhos é o que faz a vida ter sentido... Mudar e mudar porque se tem vontade, mudar por não ter mais sentido ser igual, mudar por vontade de desafiar as suas próprias expectativas, mudar por mudar... Não importa a razão, importa a diferença   causada no íntimo de cada um... Porque mudanças causam certos estranhamentos que creio serem positivos mesmo que não sejam boas. Sim, porque mesmo que estranhemos algo ruim, esse estranhamento vai fazer florescer, ao menos, um questionamento e se questionar é o primeiro passo para tomar uma atitude frente a alguma situação.
E por questionar, agir e continuar nessa eterna e constante mutação, me sinto viva, vivendo e com ânsia de viver cada dia mais!



Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
                      Fernando Pessoa

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Vivendo...

Eu tenho vivido tão intensamente aqui no México que não tenho registrado as minhas experiências...
Descobri aqui um país alegre e aconchegante como o meu, pessoas amáveis, lugares incríveis e um tempinho frio que tem me encantado...
Visitei cidades, restaurantes, boates, praças, museus e aos poucos vou descobrindo costumes, heranças, semelhanças e diferenças com tudo que eu já conhecia...
Tenho aulas de espanhol na Universidade Autônoma de Aguascalientes, onde já fiz vários colegas e amigos e  ministro aulas de Português como segunda língua, o que também está sendo uma aventura, já que apresentar uma outra língua e cultura sem falar fluentemente a língua dos seus alunos é, no mínimo, engraçado. Contudo, tem sido uma grande experiência. Estou feliz e saudosista, mas agora só faltam alguns dias para eu retornar ao meu país e à minha zona de conforto.

;)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

México, baby!

Sim sim, tem brazuca no México... Yo!  Vou tentar registrar aqui os melhores e piores momentos da minha pequena aventura na terra das pimentas... Creio que estou no lugar certo, porque dizem que sou uma pimentinha.... huahuahaua Vou fazer valer o apelido e trazer mais tempero a esse país em minha estadia.. ;)

HASTA LUEGO!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pensamentos Positivos



Tenho tentado me manter positiva mesmo quando tenho a ligeira impressão de que tudo ao meu redor está desmoronando... But guess what? As coisas estão mudando e toda a positive vibe que eu enviei para o universo parece estar voltando, finalmente, para mim…
Tentei sorrir a cada vez que senti vontade de chorar, me manter confiante quando tudo saía errado, perdoar quando queria matar e tentar sustentar uma série de atitudes que pudessem me manter equilibrada ou ao menos esperançosa...
Nem sempre essas tentativas deram certo, mas me senti feliz por tentar e frustada quando não funcionava tão bem (o que é bem compreensível)... Pois, tive so many contratempos ultimamente que me sinto cansada em só pensar em contá-los... Tiveram tantas coisas que me tiraram do meu normal e me abalaram de verdade que prefiro lembrar da parte que que de alguma forma voltaram a dar certo.
Amizades reconciliadas, trabalhos recompensados, esforços reconhecidos, sonhos que estão no caminho de serem concretizados... Sim, quero focar no que é bom e que me faz bem porque esse é o combustível que nos mantém em movimento, nossos desejos.
Estou muito feliz por estar começando a viver um pequeno sonho, que é tão meu e quase só meu, que sinto como se tivesse valido a pena todas as tentativas de me manter positiva, no matter what. É como se realmente eu estivesse sendo recompensada por ter visto luz no fim do túnel...
Cada um busca Felicidade no que nos faz nos sentirmos bem, eu foquei em mim e acho que estou me encaminhando pro que sempre quis... Me sinto mais eu do que nunca e provavelmente isso tudo não faz o mínimo sentido pra qualquer outra pessoa além de mim.. (yo lo sé)
Algumas pessoas tem sonhos de encontrar um grande amor, outras de serem ricas, outras bem-sucedidas... Eu? Bem, no momento eu só quero ser eu, no máximo, terminar a minha graduação e começar logo um mestrado em Letras.. RS (Sou louca, né ? ) Num mundo onde as pessoas só pensam na profissão que as façam enriquecer, escolhi a que me faz sorrir... stupid girl e futuramente poor girl... Mas, definitivamente, HAPPY girl for sure!!!!
É como me sinto.... Como se tivesse começado a seguir o caminho que nasci para seguir....
Wish me luck!



sábado, 15 de outubro de 2011

You're Unique....







Nunca em momento algum perca a fé em você ou tente ser alguém que você, simplesmente, não é.


  Sabe o que faz cada um de nós sermos, do nosso próprio jeito, especiais?
Sermos únicos! Exatamente. Não existe no mundo ninguém igual a você, por mais que você tenha um irmão gêmeo que seja incrivelmente parecido com você, vocês não são iguais. Cada um possui uma essência e algum fator interior que os diferencia.
Por isso, muitas vezes erramos quando tentamos ser ou parecermos algo que não somos para nos enquadrarmos em alguns parâmetros e modelos eleitos por certas modinhas da sociedade.
  Veja bem, não sou contra a busca por um ideal melhor de beleza ou de caráter, e sim contra a mudança forçada para agradar a alguém que não seja a nós mesmos. Se você quer emagrecer, o faça porque isso lhe trará felicidade e não porque a sociedade diz que só pode ser considerado bonito quem se assemelha à caveiras ambulantes mesmo que isso custe uma abdicação da própria saúde.
  O que defendo é que cada ser humano é autêntico do seu jeito porque não existe no mundo nada que seja EXATAMENTE igual em aparência e essência, logo, lutar contra essa originalidade que já nos é intrínseca me parece loucura.
  Porque algumas vezes entramos numa busca desenfreada para atingirmos padrões impostos pela sociedade sem ao menos refletirmos se isso agride o que realmente somos. Imagino que isso ocorra numa procura por aceitação. Se temos a aprovação de todos ao nosso redor, imagino que nos sentimos “realizados”, com uma sensação de dever cumprido, mas não acredito que felizes.
  Visto que felicidade é fazer o que gostamos como apreciamos e termos a coragem de interpretarmos o papel de nós mesmos na sociedade, independente dessa tal “aceitação” ou reprovação às quais somos submetidos diariamente.
  É muito importante que não nos deixemos sucumbir por todas essas loucuras que nos são vendidas pela mídia, pelas pessoas que nos cercam, e às vezes, até pela nossa própria família. Obviamente que nem todos os que nos induzem a sermos ou fazermos algo o faz conscientemente. Sua mãe ao lhe contar todos os contos de fadas com os quais você convive desde a infância, nem sempre está consciente que está lhe passando um ideal de príncipe encantado, de felicidade eterna e tudo o mais, ou até está, porém julga ser esse o pensamento certo a ser propagado e não o faz por mal.
  Acho que ao vivermos em sociedade temos de interagir com ela porque esse é o objetivo de nos organizarmos desse jeito, contudo não concordo que temos de aceitar todas as regras impostas sem antes refletirmos e enquadrá-las a quem somos de verdade. Não me refiro aqui às regras básicas de respeito ao próximo e à moral e os bons costumes, falo das tendências como vestuário, seleção vocabular, estética de maneira geral, como por exemplo, o cabelo que você quer usar, a música que deve ouvir...
Falo de pequenas coisas que no final formam quem somos e quem queremos ser.
  Se vir um vestido extremamente lindo e tiver condições, compre-o. Mas faça isso para agradar a você mesma e não porque todas as suas amigas adorariam ter aquele novo modelito. Se quiser levantar o máximo de pesos possível nos aparelhos da sua academia, esforce-se. Mas, só assim o faça se isso lhe parecer um desafio que lhe proporcionará orgulho próprio e não porque almeja ser o/a mais forte e definido/a de todos para obter atenção e aprovação dessa tão exigente sociedade. Autenticidade é isso, almejar a perfeição para regozijo próprio e não para satisfazer necessidades que, de fato, nem lhe pertencem.
   Em síntese, tentar ser o mais original possível me parece ser o jeito mais certo de nos mantermos sãos e felizes, já que não consigo enxergar frustração em quem faz o que quer e o que gosta. Claro que a vida não será um mar de rosas só porque você consegue ser crítico o suficiente com tudo que o cerca. Entretanto, alguém que tem a atenção voltada para si próprio e tenta se respeitar ao máximo, prova ter fé em quem é de verdade e que se gosta acima de tudo, consequentemente  é alguém que não importa o que aconteça, lutará pelos seus sonhos e seus ideais e, sinceramente, acredito ser esse o objetivo da vida: Caminharmos sempre adiante buscando novos horizontes que nos completem e nos façam bem.
 
"As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas,
elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos."
Clarice Lispector

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Refletir ou explodir, eis a questão.....

“Qndo me sinto chateada com algo, ou eu explodo ou me contenho.
 Escolhi me conter.”




Há algum tempo atrás eu escrevi essas palavras a alguém muito próximo a mim, frente a um grande impasse e hoje não sei até que ponto essa pode ser a melhor escolha a se fazer, de fato, já que tenho percebido que se tivesse explodido mais, teria ,consequentemente, errado menos.
Acho que quando adquirimos um certo nível de maturidade nos cobramos um grau maior de acertos nas decisões que temos a fazer e isso acaba nos impossibilitando de sermos mais autênticos, tentando ser mais equilibrados. Nesse exato momento, tenho me sentido muito “arrependida” de tentar ser sempre muito centrada e “certinha”, chutar o balde tem me parecido algo muito mais natural.
E eu, essencialmente, prefiro o que é natural, tudo aquilo que acontece porque tinha de acontecer e não porque o planejamos. Então, ao reler essas minhas palavras, senti uma certa inquietação por perceber que tenho agido assim cautelosamente na maior parte do tempo e isso não me agrada.
Penso que ao agir com muita precaução, abrimos mão de grande parte do que nos é essencial e intrínseco, ao perceber essa minha postura, tento descobrir agora uma maneira de voltar a ser mais “moleca”, sim moleca, porque quando mais novos não nos preocupamos tanto com as possíveis reações que as nossas ações podem causar. Então, penso que resgatar esse espírito destemido que naturalmente adquirimos na nossa infância e adolescência deve ser um bom começo.
Não que isso possa ser levado ao pé da letra, visto que, usar de muita rebeldia em lugares muito sérios como faculdade, estágio e emprego não será muito apropriado. No entanto, nas nossas relações interpessoais essa aitude pode ser muito eficaz. Muitas vezes nos reprimimos demais para mantermos a paz, ou para tentarmos não causar maiores problemas ou  trazer discussões às nossas relações, sejam elas com amigos ou amorosas.
Pergunto-me até que ponto estamos sendo sinceros com nós mesmos quando suprimimos muito do que sentimos ou pensamos só para não piorarmos certa situação ou não causar aquela típica “DR” ( discussão de relação).
O que eu posso falar de experiência vivida é que por tentar ser muito racional, em alguns momentos críticos, deixei de ser eu mesma, agi com a cabeça e joguei o coração no lixo, cheguei a pensar não ter mais um batendo aqui dentro.
Mas, de um tempo pra cá tenho exercitado o meu lado aventureiro e tentando equilibrar a racionalidade com o sentimentalismo a fim de não perder a minha autenticidade, mas também não tacar a cara na parede por agir apenas pela emoção e por ouvir o boboca do tal do coração. (RS)
É isso, ainda estou aqui meditando sobre qual a melhor maneira de agir frente a impasses e dificuldades, se nos contendo para racionalizar todo o processo ou explodindo e jogando tudo no ventilador pra ver no que dá no final de tudo.
Sim, porque quando a corda arrebenta só há esses dois caminhos a seguir sob o meu ponto de vista.... Se alguém souber alguma opção diferente dessas, por favor, a divida.
Esse tipo de reflexão é daquelas que não nos direciona automaticamente a uma resposta exata, logo, o que penso agora é que devemos buscar fidelidade a nós mesmos, agindo de acordo com a nossa vontade, por outro lado, não consigo deixar de retroceder quando me encontro nessas situações adversas. Portanto, por mais que eu imagine que devemos ser mais juvenis no nosso dia a dia, sei que colocar essa atitude em prática não é tão fácil quanto parece ao descrevermos o processo, pelo menos não pra mim.
Em síntese, como eu sempre ressalto, imagino que o melhor é tentar nos aproximarmos o máximo possível do equilíbrio, apesar disso ser tão trabalhoso. Mas, um equilíbrio autêntico que se para alcançá-lo for necessário primeiro colocar a boca no trombone e explodir de uma vez, que assim seja!
Eu sou muito radical em tudo que faço, tanto que dei apenas dois caminhos que são, absolutamente, contrários. Porém, acho q a junção dessas duas possibilidades poderia ser a melhor escolha, uma pequena pausa para mentalizarmos as possíveis resolução para os problemas e uma fidelidade de ações ao que se passa dentro de nós mesmos para assim escolhermos as atitudes que deveremos tomar de fato.


“Porque há o direito ao grito.
Então eu grito.”  
               Clarice Lispector